"DOESN'T MATTER IF IT'S OUT OF TUNE, CAUSE YOU'RE COOL!"

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O Deus do meu nome


Caminho pela noite, já é quase meia-noite
um amargo sentido sem brilhos
reflete assim,
espelha pra mim

até partir e surgir com os seguintes dizeres:
"Eu sou uma imagem desaparecida.
O homem que possuía a noite
mesmo pretendendo integrar-se ao dia"

Percebo aí um novo caminho sanguíneo
que não representam mais aos meus poros,
tendo poder de me olha nos olhos
dizendo-se ser meramente bucólico.


Estou sentando sobre o chão
vejo algumas sombras em meus olhos
um local sem espelhos ou refúgios
Então noto. Eu sou um eremita pagão



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sais
















Sais

Eu não consigo encarar a realidade
Às vezes me vejo adquirindo escuridão
Mas não sinto que isto seja em vão
E não espero que você veja o que há em minhas mãos

Espere,
O que é mesmo aquela historia que você me contava?
Do reinado de um homem no mundo que nuvens não espelhavam,
E sonhos que outrora sorria sem medos de pequenas dobras.

Minha vida adquiriu status de profissão
Na qual eu vivo, e vivo novamente
Engulo o céu e pulo de volta
Pra terra
Pro asfalto
Para um lado sombrio que antes eu não considerava amargo

Será que você vê desse modo?
Terei que dizer as palavras erradas
Sobre nomes que revestiam o céu.
Então cedo você notará: eu morri;
E mais cedo ainda você irá anotar: eu desci.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

+ um da pequena caixa de pandora...


The sound ringing around my brain: "Audioslave - Be Yourself"

 

Netuno permite sonhar ao velejar


A ligação balançou-nos na cama
Colocou-nos acima do mar, acima de qualquer outro lugar
E com essas pessoas cruas ao redor olhando,
Como se não fossemos de lá.


Penso que você precisa de uma conexão com a distancia
Para onde as madeiras do barco não escondem as lembranças
E nós façamos lembrar gestos de uma mera inocente criança
Acho que você almeja sentir o toque de um Deus cansado de lhe ensinar 


Grite para o mar com um amargo frio na garganta
"Vou reorganizando a minha vida".
Não mais naqueles pequenos e antigos miúdos, como era antes...
Mas não menos curioso que aquela antiga travessia


E,
Não importa o que digam,
Não importa o que iremos ganhar.
Isso é apenas um alivio
Aqui do alto de meu altar
Onde a lagrima transbordará como se fosse o mar
Apenas Netuno vai ter o poder de me secar


Hoje é meu dia de sonhar
Do jeito que for eu irei sonhar
Hoje é meu dia de instigar
Do jeito que der irei lhe lembrar
Que hoje foi seu dia de sonhar
No pequeno dicionário intrínseco: "aquele" sonhar!
Mas do seu incrédulo fantasioso ouço: quem vai sonhar?



(Escrevi em: 04/12/02 - apenas revisada em alguns pontos agora)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Casa na árvore


Na casa da árvore
Conversando sozinho e olhando as estrelas
Surge um almejo de viver abaixo do mar
Seria apenas mais um pobre e lastimável fraquejo?


Lá eu sonho que você sabe transpor os seus longos e tediosos dias?
E o amanha?
Oh! Um maldito lampejo!
Apenas um dia fora da envolvente casa-modelo.


Talvez um dia você e eu desçamos da árvore
Pra mim seria apenas de novo? "Agora com mais de seus valores" ouvi de conselho! 
Talvez um dia você e eu possamos ricochetear, ao mundo;
Um dia profano. Impuro. Sem medo. Apenas beleza, libido e desejo.
E aí sim, irei finalmente sentir o toque sincero de seus cabelos...


Sim, eu vejo! Sim!
Sim, eu me perco.
Ou melhor,
Eu obedeço aos desejos. As palavras desordenadas de uma mulher imprecisa e ambígua com os mesmos.
Fica até parece que suas formas foram talhadas em um tronco de jacarandá ou mangueira
Ideal mesmo seria em sândalo, que ouvi dizer ser aromática ao menos.
O que me faria entender onde ocorreu a perpetuação de seu banal e inebriante perfume,
Puro, oh, sim! Mas inflamado como o seu inconfundível destempero.


Árvores eu posso, eu vejo. Árvores não me escondem sentimento ou desejo.
Mas esse solavanco me estimula, mesmo sem querer, a querer submergir novamente.
Certamente? Consideravelmente. 
Me pego então como nessa curta passagem.
Com sonhos singelos de residir em uma ilha ou até mesmo sob o mar.


E essa restinga só não me deixaria voar... Mas,
Na casa da arvore, não há equivoco. Lá eu consigo sonhar sem qualquer devaneio.
Só que agora as estrelas já estão prestes a se tornarem uma só,
Como a realidade que, tenho certeza, vai manter-me intacto e com poder de encarar.
Preferia massacrar!
Agora só me importo comigo mesmo. Aqui quase puro? Não.
Quase aceito!


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Por falar nisso ...

(Editado 17/09/09 - tinha faltando a primeira parte...)
Falar sobre inspiração me fez lembrar uma tentativa de poema que escrevi no período de 2006 ...

"Certezas, Inspiração ou mentira, ondes transitas verdade?"
CHOVE ...
Telhado...
Falta o telhado...
Tenho que terminar a obra.
Porque as certezas frescas
escorrem do telhado
em dias de chuva ...
Ouvem o som delas escorrendo?
Então ...

Não se inspire na mentira,
na qual você escutou
na esquina,
na rua,
ou no seu tele-jornal.


Não se entregue a uma mentira,
a qual alguém
implica em sua vida...
ou retarde a sua morte.
Não se inspire,
nem tampouco se entregue,
não leia.
mentiras!
mentiras!

Amanhece,
o jornal do bairro em sua mão,
um vizinho
dizendo um olá em vão.
Vou ali dobrar a esquina,
onde transitam verdades,
e, já volto.


Quem sou eu

A definição de si própria qnd é informada de jeito direto soa como prepotência ou arrogância. Pq o acreditar em suas próprias qualidades tem o significado de ser sincero com os outros assim como vc é pra si mesmo. A beleza da coisa ta na boa e firme conduta do seu eu (tanto externo como interno, indiferentemente). Traduzido: Seja você mesmo o mais foda possível. É assim que eu sou. Sincero ao extremo, irônico, sarcástico, não-linear, e com todo orgulho do mundo: Rafael.

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